Nós, anarquistas não sonhamos com o caos, sonhamos com a harmonia viva.
Nós, anarquistas não sonhamos com o caos, sonhamos com a harmonia viva. Uma sociedade onde as relações humanas não nascem da imposição de leis frias ou de autoridades autoimpostas, mas do acordo consciente entre indivíduos livres, unidos pela solidariedade e pelo bem comum.
Nessa visão, os costumes sociais não seriam grilhões fixos, mas organismos vivos em constante adaptação. Não há espaço para a imobilidade das regras estanques, nem para o peso morto da superstição. Há, sim, um movimento contínuo, onde a vida social evolui ao ritmo da ciência, da criatividade humana e de ideais que se elevam cada vez mais.
Não há governantes. Ninguém domina ninguém. Cada ser humano é soberano de si e corresponsável pelo bem-estar coletivo.
Assim como a Natureza, a sociedade anarquista se renova eternamente, sem estagnação, sem tirania, sem fronteiras para o florescimento da liberdade.
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“Anarquistas imaginam uma sociedade na qual as relações mútuas seriam regidas não por leis ou por autoridades auto-impostas ou eleitas, mas por mútua concordância de todos os seus interesses e pela soma de usos e costumes sociais, não imobilizados por leis, pela rotina ou por superstições, mas em contínuo desenvolvimento, sofrendo constantes reajustes para que pudessem satisfazer as exigências sempre crescentes de uma vida livre, estimulada pelos progressos da ciência, por novos inventos e pela evolução ininterrupta de ideais cada vez mais elevados. Não haveria, portanto, autoridades para governá-la. Nenhum homem governaria outro homem, nem cristalização nem imobilidade, mas contínua evolução, tal como a que vemos na Natureza.”
– Kropotkin – A ciência moderna e anarquismo


