Nikola Tesla – O maior gênio de todos os tempos!





“O dom de poder mental vem de Deus, o Ser Divino e se concentrarmos nossas mentes na verdade, ficamos em sintonia com este grande poder”.
– Nikola Tesla

Certa vez perguntaram a Albert Einstein: “Qual é a sensação de ser o homem mais inteligente a estar vivo? A resposta de Einstein foi: “eu não sei, você tem de perguntar ao Nikola Tesla

Provavelmente você nunca ouviu falar desse cientista, não é? Não se preocupe, quase ninguém ouviu falar dele, mas se não fosse por ele, possivelmente você não estaria lendo este texto agora na tela do computador e, ainda mais, nenhum equipamento eletroeletrônico existiria…

Entre suas contribuições para o avanço do mundo moderno estão o desenvolvimento do rádio, demonstrando a transmissão sem fios em 1894, robótica, controle remoto, radar, ciência computacional, balística, física nuclear e física teórica.

Infelizmente ele foi apagado dos livros de história pelo pensamento que segue:

“A energia elétrica está em toda a parte, presente em quantidades ilimitadas, e pode impulsionar a maquinaria do mundo sem a necessidade de carvão, petróleo, gás, ou qualquer outro dos combustíveis comuns.” (Nikola Tesla) isso foi dito a 100 anos atrás, veja bem…

Obviamente que essa não era a ideia dos empresários da época, pois cobrar uma conta de luz, instalar postes, fiações, gasodutos, queimar petróleo e etc dava muito mais dinheiro do que proporcionar abundancia energética limpa e sustentável para toda a humanidade… se não fosse por esse pensamento materialista, que infelizmente existe até hoje, a humanidade já estaria a séculos na frente do que nem podemos imaginar…

Você conhece Nikola Tesla? Muito provavelmente não, pois ele é um dos maiores injustiçados do mundo da ciência. Pai de diversas invenções não creditadas ao seu nome, Tesla permitiu que o mundo em que vivemos se tornasse real. Por que tudo isso?

Nascido em 1856 na região da atual Croácia, Nikola Tesla foi um inventor, físico e engenheiro elétrico sérvio-americano. Tesla é famoso pelas contribuições para o projeto do sistema de eletricidade de corrente alternada e por invenções que até hoje chamam a atenção da cultura popular.
O inventor nutria o interesse por sistemas de iluminação sem fio e seus experimentos exploravam a distribuição de energia de alta tensão e frequência. Também foi uma das primeiras pessoas a manifestar a possibilidade de comunicação sem fio intercontinental e tentou colocar essa ideia em prática na época, sem sucesso. A tentativa ficou conhecida como o projeto da Torre Wardenclyffe.
Em 1960, a Conferência Geral sobre Pesos e Medidas introduziu o termo “tesla” ao Sistema Internacional de Unidades para a medida de intensidade do campo magnético. Vários fatos e curiosidades como essa rondam o nome e a reputação do inventor.

1 – Tesla nasceu durante uma tempestade de raios
Nikola Tesla nasceu em 10 de julho de 1856, durante uma tempestade de raios bem forte. Ironicamente, a parteira afirmou que o garoto seria uma “criança da escuridão”, por considerar a tempestade um sinal ruim. A mãe retrucou dizendo “não, da luz”.

2 – Ele foi um ambientalista
Além de se preocupar com o consumo desenfreado de recursos do planeta, o inventor defendia o desenvolvimento de combustíveis renováveis e pesquisou métodos de gerar energia pelo solo e pelo ar, alternativas que poderiam substituir o consumo e impacto do combustível fóssil. Tesla também apoiava melhorias na qualidade de vida humana sem o objetivo de criar fortuna: talvez por isso, apesar de suas contribuições à sociedade, morreu pobre.
3 – Imaginou a internet sem fio (em 1901)
Enquanto desenvolvia um rádio transatlântico, Tesla imaginou um sistema que coletasse informações e pudesse transmiti-las para aparelhos portáteis. Muitas de suas ideias nunca iam além da sua imaginação, já que algumas não tinham como ser aplicadas, mas o conceito elaborado por ele era basicamente o que conhecemos como internet móvel hoje em dia.

4 – Tinha hábitos obsessivo-compulsivos e sofria de misofobia
Ao longo da vida, Tesla demonstrou ser um profissional bastante disciplinado e mantinha uma rotina bem delimitada. Alguns acreditam que ele só dormia duas horas por noite, talvez porque não conseguia dormir mais ou porque se forçava a isso. Também era obcecado pelo número 3 e usava 18 guardanapos, um número divisível por 3, para limpar sua sala de jantar antes das refeições — possível sintoma de misofobia, a aversão a germes e sujeira.

5 – Tinha ótima memória
A memória de Tesla era eidética, ou seja, fotográfica, e ele conseguia lembrar o conteúdo de livros inteiros e imagens em grandes detalhes.

6 – O governo americano ainda guarda documentos secretos que pertenciam a ele
Quando Tesla morreu, em 1943, um dos escritórios do governo americano recolheu todos os pertences do inventor. A maioria das coisas foi devolvida à sua família e outros itens foram doados para o Museu Tesla em Belgrado, capital da Sérvia. Curiosamente, vários documentos pessoais dele continuam nas mãos dos Estados Unidos e nunca foram divulgados.

7 – Ele acreditava que quase tinha provocado um terremoto em Manhattan
Em seu desafio de criar eletricidade mais eficiente, Tesla chegou a pensar que havia inventado uma máquina de terremotos, que sacudiram seu prédio e vizinhos em Manhattan ao conduzir experimentos. Mais tarde, ele percebeu que os tremores eram efeito de seu oscilador de alta frequência, um gerador elétrico movido a vapor.

8 – Apagou uma estação de energia em Colorado
Quando transferiu suas operações para a cidade de Colorado Springs, em 1899, Tesla produziu experimentos em um laboratório com uma torre e um mastro de metal com 43 metros, formando raios artificiais que supostamente teriam criado trovões e faíscas a até 15 quilômetros de distância. O teste teria assustado moradores e causado o apagão em uma companhia de energia da região.

9 – Thomas Edison e Tesla não foram arqui-inimigos
Os dois aclamados inventores nunca foram adversários de verdade e até trabalharam juntos no desenvolvimento de geradores de corrente contínua. A relação entre os dois poderia ser descrita, no máximo, como “rivalidade de negócios”.

Quem fez a revolução elétrica no mundo? Aposto que você disse Thomas Edison, certo? Mas não, não foi ele. Quem realmente inventou esta e muitas outras coisas que se atribuem a diversas pessoas foi Nikola Tesla, o mesmo homem que possui desde uma unidade de medida para medir a densidade do fluxo magnético, uma cratera na lua, um asteroide, o maior prêmio de engenharia elétrica do mundo até um aeroporto, uma banda de heavy metal com o seu nome, um dia só seu (10 de julho, em diversos países), além de ser personagem do filme O Grande Truque e nomear a marca que promete um futuro verde ao mundo.
Mais de 300 patentes em quase 30 países (inclusive 2 aqui no Brasil), mas então porque ele não é reverenciado como um gênio? Tretas como as de Thomas Edison que você confere a partir de agora.

Quem foi Nikola Tesla

Nascido no finado Império Austro-Húngaro, onde hoje seria a Croácia, em 1856 durante uma tempestade de raios, segundo a lenda, teve seu primeiro contato com a eletricidade na Universidade de Praga onde estudou engenharia elétrica até o terceiro ano, desistindo depois de assistir às aulas. Solteiro pela vida toda, pois dizia que isso era proveitoso às suas ambições e capacidades científicas, acredita-se que ele tinha uma memória fotográfica e podia decorar livros inteiros ao lê-los apenas uma vez; além disso tinha uma condição que fazia com que enxergasse clarões de luz que o cegavam, alucinações, e que lhe traziam inspiração e ideias. Além disso ele era capaz de enxergar uma invenção completamente pronta em sua mente antes de começar a esboça-la em um papel.

O próprio motor elétrico de corrente alternada, invento que fez a revolução elétrica no mundo, foi visto por ele em uma dessas visões. O projeto foi feito todo mentalmente, sem um protótipo sequer. E quando foi perguntado sobre como ele sabia que aquilo ia dar certo, ele respondeu: “Simples, eu estou vendo-o funcionar”. Na época, pensar em um motor de corrente elétrica alternada seria tão surreal quanto pensar, hoje, em teletransporte.

Acredita-se também que ele tivesse transtorno obsessivo compulsivo, insônia (dizia dormir apenas 2 horas por noite, embora fossem apenas cochilos), além de outras manias e fobias, por exemplo: Não tocava em cabelos; não gosta de pérolas – despedindo uma secretária por ir trabalhar com um colar, uma vez –, fazia as coisas de acordo com o numeral 3 e nunca ficava em um quarto de hotel divisível pelo número. Atualmente, através dos relatos, seus biógrafos acreditam eu ele era misofóbico, ou seja, tinha completo pavor em entrar em contato com sujeira ou qualquer coisa que não julgasse estar higienicamente seguro. Antes de cada refeição ele polia cada utensílio até chegar à perfeição, utilizando 18 guardanapos (múltiplo de 3).

Chama a atenção, também, sua obsessão por pombos, alimentando-os regularmente no Central Park, em Nova Iorque, com sementes especiais que encomendava. Ele costumava, inclusive, levá-los ao seu quarto e os cuidar. Além da memória eidética e talento para a física, Tesla também era poliglota. Falava 8 idiomas com fluência: sérvio, checo, latim, italiano, alemão, húngaro, francês e inglês.

Um de seus primeiros trabalhos foi na Companhia Nacional de Telefones, sendo o eletricista-chefe da empresa e engenheiro do primeiro sistema telefônico do país. Nesta época desenvolveu um aparelho que pode ser taxado como um repetidor ou amplificador de telefone, ou ainda, pode ser considerado o primeiro alto-falante do mundo. No entanto ele não divulgou ou publicou esse invento.

Seu laboratório durante um experimento

Seu laboratório durante um experimento

 

Nos anos 80 trabalhou na França e depois nos Estados Unidos, onde foi assistente do famoso Thomas Edison, aquele que você respondeu que inventou a lâmpada, lembra? Aqui começa o drama de Tesla com seu maior sabotador.

A Guerra das Correntes

Thomas Edison contratou Tesla para resolver problemas que ele estava tendo com corrente contínua em geradores e motores. Se Tesla resolvesse o problema ganharia cerca de 50 mil dólares – o que corresponderia a 1 milhão de dólares em valores atuais –, essa era a promessa. Quando Tesla consertou ou problemas de Edison e perguntou sobre seu dinheiro, recebeu a seguinte resposta: “Tesla, você não entende o humor americano”. Sim, para ele a promessa era uma piada e nunca foi paga.

Tesla não se abateu, continuou suas pesquisas, e, hoje, podemos ter luz elétrica em nossa casa graça à invenção e aplicação da corrente alternada desenvolvida por ele quando fora contratado pela Westinghouse para criar a linha de transmissão e viabilizar o primeiro sistema hidrelétrico do mundo. Na ocasião recebeu 1 milhão de dólares pela venda de suas patentes a George Westinghouse e mais US$ 2,50 dólares de royalties por HP gerado por suas invenções. Tesla começava a ficar rico e famoso, certo? Mais ou menos. Devido a jogadas mal planejadas, a Westinghouse ficou à beira de uma falência, e Tesla, não querendo que centenas de pessoas perdessem seus empregos, teve a grandiosidade de rasgar o contrato dos royalties, o que hoje valeria TRILHÕES de dólares.

Mas nem assim tudo foram flores para ele. O seu sistema de corrente alternada recebeu críticas duríssimas de Edison que dizia que ele era ineficiente e não devia ser levado a sério. O motivo? O sistema de corrente contínua – que vimos acima – tinha sido criado por ele e era o padrão adotado nos Estados Unidos, com a mudança do padrão ele perderia uma montanha de dinheiro a cada ano em royalties. Assim começava a famosa Guerra das Correntes.

Seu motor elétrico em funcionamento na hidroelétrica das Cataratas do Niágara

Seu motor elétrico em funcionamento na hidroelétrica das Cataratas do Niágara

 

Para termos luz na sala de casa hoje, segundo o sistema de Thomas Edison, precisaríamos de uma usina de energia elétrica a cada quilômetro quadrado. Inviável, certo? Já o sistema de Tesla usava cabos menores, alcançava maiores voltagens e podia transmitir energia elétrica a distâncias muito maiores.

Para a nossa sorte, o sistema de Tesla era mais barato e funcional e foi adotado não só nos EUA, como em diversos países, caminhando para ser o padrão global. Por isso, Tesla é o verdadeiro pai da era da eletricidade. Para conferir mais sobre a Guerra das correntes e a Guerra Elétrica, confira no vídeo abaixo:

A Guerra das Correntes (ou Batalha das Correntes) foi uma disputa entre George Westinghouse e Thomas Edison que ocorreu nas duas últimas décadas do século XIX. Os dois tornaram-se adversários devido à campanha publicitária de Edison pela utilização da corrente contínua para distribuição de eletricidade, em contraposição à corrente alternada, defendida por Westinghouse e Nikola Tesla.

Outras invenções de Tesla

Ainda na época da Guerra das Correntes, época de muita criatividade para ele, Tesla desenvolveria diversas aplicações para seu uso de corrente alternada, como: motor elétrico, o princípio da criação de energia elétrica através de um campo magnético rotativo, ignição elétrica de motores à gasolina; o motor assíncrono giratório, comutadores elétricos, bobina de Tesla, que permitiu a comunicação sem fio, rádios e tv’s (SIM, AGRADEÇA A ELE CADA VEZ QUE LIGAR SUA WI-FI), lâmpada fluorescente, etc. (muitos etc.), controle remoto por rádio, etc. Pesquisou desde energia solar até o poder do mar, além de prever comunicações interplanetárias e satélites. Há também relatos de ideias geniais e invenções ou teses feitas que ele preferiu não registrar.

Para ajudar, após a briga contra Edison, em 1895, seu laboratório pegou fogo misteriosamente, junto de todas as suas pesquisas. Suspeitasse até hoje que fora causado por alguma grande companhia do ramo da eletricidade, já que após o incêndio, o que sobrou foi “sem querer” atropelado por tratores. A motivação seria a pesquisa dele em energia gratuita a todos, mas como veremos no parágrafo seguinte, Tesla não desistiria, e, mostraria que era uma das pessoas mais legais que já viveram.




Em seus estudos Nikola Tesla descobriu, em um de seus momentos de genialidade, uma forma de conceder energia elétrica wireless grátis para todo o planeta através de uma torre que seria construída perto de Nova Iorque . O projeto saiu do papel e chegou a ter a torre e o prédio prontos, porém empacou em um detalhe: o empresário que estava financiando a construção da torre – um dos mais famosos financistas dos EUA, J. P. Morgan – decidiu encerrar o projeto quando se deu por conta de que não teria como regular essa energia, e, portanto, como cobrar por ela e lucrar com isso.

Na foto acima o prédio e a torre prontas, abaixo, a triste demolição dela, anos depois.

 

Hoje, cientistas, físicos e engenheiros elétricos dizem que aquilo seria impossível, que por não fazer cálculos no papel, ele não conseguiu ver um detalhe banal: ao passar para o ar, a energia rapidamente se esvaneceria. Bom, funcionando ou não, é interessante notar a benevolência de Tesla que não queria 1 centavo por sua nova criação.

E se você ainda não entendeu ainda a importância de Tesla para nossas vidas e da sua genialidade, saiba que:

  • Foi o responsável pela construção da primeira hidroelétrica do mundo, nas cataratas do Niágara, provando a todos que a água era um meio prático de obter energia;
  • Conduziu experimentos com engenharia criogênica, quase meio século antes de sua invenção;
  • Patenteou mais de 100 inovações que foram usados na criação do transistor, aquela pecinha primordial que faz com que seja possível o computador moderno existir e você ler isso neste momento;
  • Foi a primeira pessoa a captar ondas de rádio do espaço, o que o torna, indiretamente, o pai da radioastronomia;
  • Descobriu a frequência de ressonância da terra, que só pode ser confirmada 50 anos depois, já que era muito avançado à época;
  • Desenvolveu uma máquina de terremotos que quase destruiu um bairro inteiro em Nova Iorque;
  • Inventou a poderosa Bobina de Tesla, que você pode não conhecer de nome, mas com certeza já a viu em algum lugar. Confira ela, abaixo:

  • Conseguiu, na década de 90, reproduzir em seu laboratório o fenômeno conhecido como “Ball Lighting”, que consiste em uma luz que aparece na forma de uma esfera e viaja devagar enquanto plana a alguns pés do chão. É um fenômeno muito raro e até hoje os cientistas ainda não conseguiram replicar o feito em moderníssimos laboratórios;
  • Inventou o controle remoto, a luz de neon, motor elétrico moderno, comunicações wireless, e outras coisas que tornam nosso dia a dia mais prático e legal;
  • Inventou um raio da morte que poderia destruir o mundo caso caísse em mãos erradas. Parece ficção, mas não é, ao menos é o que diversas fontes juram. No entanto, destruiu o projeto antes dele vazar (alguns acreditam que o projeto está em posse do governo dos EUA, confira mais sobre isso, alguns parágrafos abaixo). O raio chegou perto de ser vendido para a Inglaterra por 30 milhões de dólares, durante a 2ª Guerra Mundial, mas foi desfeito nos últimos momentos. O próximo comprador seriam os Estados Unidos, porém, a reunião que daria desfecho à compra nunca ocorreu. Tesla morreria antes.

 

O mundo contra Tesla

Mas se você acha que o atrito com Thomas Edison foi a única injustiça com Tesla está muito enganado. Diga-me: Você sabe quem inventou o rádio? Se você souber, com certeza respondeu que foi o italiano Guilherme Marconi, mas, como você já deve ter imaginado, foi Tesla. Tudo que Marconi fez foi pegar o trabalho desenvolvido por Tesla e patenteado em 1896, que continha todos os diagramas esquemáticos descrevendo todos os elementos básicos do transmissor de rádio, mudar um pouquinho aqui, umas coisinhas ali e ficar mundialmente famoso ao mandar a primeira mensagem transatlântica da história. Ao ser perguntado sobre o que sentia, Tesla disse: “Marconi é um bom amigo. Deixem-no continuar. Ele está usando 17 das minhas patentes”. Sim, ele é um baita parceiro.

Porém, Marconi recebeu um prêmio Nobel por isso. Prêmio que deveria ser de Tesla (e essa não foi a primeira vez que ele perdeu um Nobel, já que a discussão e os avanços decorrentes da questão corrente alternada/contínua gerou o prêmio para ele e Edison. O prêmio não foi entregue, pois a Academia de Ciências não concordou em dividir o Nobel e ele foi repassado a um terceiro pesquisador – Willian Bragg). Ao perder a honraria para Marconi – e a grande soma em dinheiro – ele terida dito: “Marconi é um asno”.

Para piorar, nesse momento Tesla já estava sem dinheiro – note que foi quando J. P. Morgan havia removido o incentivo financeiro à Torre coincidiu com a época em que suas patentes começavam a expirar. Desesperado, tentou processar o italiano, desistindo ao ver que, sem recursos, não conseguiria disputar com uma grande companhia.

Outra: O radar, este invento que permite desviar de mísseis, submarinos navegarem por aí, sua comida sair quentinha do micro-ondas, etc. Hoje, credita-se a descoberta a Robert Watson-Watt, que o teria descoberto em 1935, porém, 18 anos antes (18 anos!!!), em 1917, ele havia apresentado à marinha americana (estávamos no início da 1ª Guerra Mundial) um sistema que poderia ter previsto milhares de baixas ocasionados pelos mísseis aquáticos alemães.

Daí você pergunta: E por que a marinha rejeitou o invento? Bem, é que Thomas Edison (lembra dele?) era chefe do centro de pesquisa e desenvolvimento da marinha e disse que o radar não teria aplicação prática na guerra.

Quer mais uma prova de que a vida é injusta? Lá vai: o Raio-X. Creditado a Wilhelm Rontgen, já havia sido descoberto e pesquisado por Tesla anos antes. Na euforia de sua “descoberta”, acreditava-se que os raios-x poderiam curar problemas como a cegueira, porém, Tesla, que já havia investigado o assunto, e sabia do que ele podia causar, recusou-se a conduzir experimentos médicos com ele, tentando alertar o mundo sobre seu perigo.

Mas claro que alguém não ouviria as advertências. Quem seria? Se você citou Thomas Edison, ponto para você. Não perdendo a oportunidade de ser inconveniente, Edison começou a experimentar os raios-x em seus empregados. Um deles, Clarence Dally recebeu uma carga de raios-x tão grande que precisou ter seus 2 braços amputados para que não morresse. Pois é, não deu certo e ele morreu por causa de um câncer no mediastino =/ Parabéns, Thomas Edison. Aliás, o próprio Edison quase ficou cego por disparar raios-x contra seus olhos.

Um ser místico?

Por causa de sua incrível genialidade, invenções além do pensamento racional humano, criações sem nem mesmo protótipos, hábitos estranhos, transtornos de personalidade, etc. Tesla é visto por seitas e cultos como um ser místico.

Uma delas, os Newubianos o consideram um ser venusiano, enviado para passar ensinamentos ao planeta Terra. Louco, né? Mas nem é só isso, os seguidores dessa religião tem alguns preceitos nada convencionais, como enterrar a placenta após o nascimento para que Satanás não a use para fazer um clone do recém-nascido, ou então algumas coisas um tanto quanto preconceituosas, como pregar que as pessoas brancas foram destinadas a serem uma raça escravizada para servir os negros. Muito preconceituosa e impensável nos dias de hoje (opa, o cristianismo pregou o contrário por centenas de anos…melhor mudar de assunto).

Legado

Embora hoje ele não tenha o reconhecimento que lhe é devido, na sua época, foi uma celebridade, morando por diversos anos no Waldorf Astoria, onde organizava jantares com pessoas famosas que seriam as testemunhas de suas descobertas. Certa feita, perguntaram a Albert Einstein como era se sentir o homem vivo mais inteligente, a resposta foi: ” Eu não sei, você vai ter que perguntar a Nikola Tesla”. E mais, Tesla era muito popular com as mulheres, existindo relatos incríveis de brigas homéricas por sua causa, no entanto, como dissemos antes, ele preferiu a castidade em nome de seu legado, morrendo sem nunca provar do pecado da carne.

E mesmo com toda essa história de vida surpreendente, Tesla não tem o reconhecimento que merece. Vivendo em uma época que somente invenções rentáveis e vendáveis eram “legais”, ninguém dava bola para a radioastronomia. Suas invenções não eram aquelas que poderiam aperfeiçoar um produto e vender mais e mais, elas eram revolucionárias. Por toda sua vida ele foi leal e compreensivo com aqueles que o tentaram passar para trás, e mais, não via o lucro como principal motivação das suas pesquisas.

Em seus últimos anos de vida ele passava dias e noites sozinho em seu laboratório, que era o único modo de ele estar realmente feliz. Tesla morreu alucinado, pobre, considerado louco por muitos, sozinho em um quarto de hotel em Nova Iorque. Pagando o preço por ser um humanitário durante toda a sua vida, por tentar levar tudo de graça às pessoas, chegou ao fim de seus dias vivendo apenas de leite e bolachas e mesmo em sua pior situação não esquecia daqueles que amou durante toda sua vida: os pombos.

Em uma de suas últimas entrevistas disse:

Venho alimentando os pombos, milhares deles, há anos, mas havia um pombo, um pássaro bonito, branco puro com detalhes cinza claro em suas asas. Aquele era diferente… Não importa onde eu ia, aquele pombo iria me encontrar; quando eu queria ver ela só tinha que desejar e chamá-la para que ela viesse voando até mim… Eu amei aquele pombo… Eu a amava como um homem ama uma mulher, e ela me amava.

Então, uma noite eu estava deitado na minha cama, no escuro, resolvendo problemas, como de costume, ela voou pela janela aberta e ficou na minha mesa. Eu sabia que ela me queria; ela queria me dizer algo importante, então eu me levantei e fui até ela. Quando eu a olhei eu sabia o que ela queria me dizer – ela estava morrendo. E então, eu saquei sua mensagem, vinha uma luz de seus olhos – poderosos feixes de luz… uma luz mais intensa do que eu já tinha produzido pelas lâmpadas mais potentes em meu laboratório.

Quando aquele pombo morreu, algo saiu da minha vida. Até aquele momento, eu sabia com certeza que iria completar meu trabalho, não importa o quão ambicioso fosse, mas quando algo como aquilo saiu da minha convivência eu sabia que o trabalho da minha vida tinha acabado”.

E assim, em 7 de janeiro de 1943, acabou a vida de um dos maiores gênios da humanidade: Vivendo na pobreza e conversando com pombos imaginários.

Ainda hoje existem diversas invenções que são classificadas como sigilosas pelo governo americano e que não foram entregues à família quando de sua morte, gerando muitas especulações sobre invenções fantásticas. Invenções essas que seriam mantidas no escuro devido à pressão das grandes petroleiras ou por outros assuntos tão sensíveis quanto. Outro episódio que suscitou borburinho durante a Guerra Fria foi o sumiço de algumas de suas pesquisas. Os EUA temiam que a União Soviética tivesse ficado com suas ideias e estivesse as desenvolvendo. No final do post tem um belo documentário que trata com detalhes essa questão.

Hoje ele tem um museu fundado em seu nome, com suas invenções e memória. No museu são realizadas diversas experiências e demonstrações, como a do vídeo abaixo. Os experimentos recriam as apresentações de Tesla que era um verdadeiro showman, conhecido por suas exibições performáticas, que muito lembravam os espetáculos de mágica.

E o mais legal: Em 2006 aquele terreno em que foi levantada a torre de eletricidade gratuita de Tesla que vimos acima, foi posto à venda. E aí vem a maravilha da internet, novidade que só foi possível pelas criações de Nikola Tesla. O site de quadrinhos OatMela criou uma campanha crowdfunding que conseguiu arrecadar mais de 1 milhão e 700 mil dólares em apenas 6 dias!!

Atualmente, eles estão em busca de 10 milhões de dólares para criar “um centro de ensino de ciência e um museu digno de Tesla e seu legado.” E parece que a ideia vai sair do papel, afinal, Elon Musk, fundador da Tesla Motors – maior e mais promissora montadora de carro elétricos do mundo – doou 1 milhão de dólares em troca de uma estação de abastecimento de carros no local.

Parece que a internet está conseguindo corrigir uma das maiores injustiças do mundo das ciências. Então ajude a desmistificar e desfazer esse mal-entendido, compartilhe esse post nas redes sociais e ajude a memória de Tesla. Comentário também são bem vindos abaixo.

Para saber mais sobre Tesla visite este site que diz reunir tudo que sai sobre ele. Quem sabe até nosso post aparece por lá. Abaixo, a primeira parte do documentário supracitado:

 

Via: oficinadanet e revistagalileu

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