Star Wars: O Lado Espiritual da Força




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A filosofia presente em Star Wars oferece lições valiosas para todos nós.

No Reino Unido, em 2001, foi realizado um censo sobre a fé dos britânicos. E por incrível que pareça, a “religião” Jedi foi a quarta mais citada, à frente do budismo e do judaísmo.

Não foi possível saber se as pessoas fizeram isso de brincadeira ou em uma forma de protesto. Mas o fato é que a série Star Wars disseminou uma peculiar filosofia de vida pelo mundo. E por mais que seja um exagero adotar os conceitos Jedi como uma religião — o chamado Jediísmo — há algumas lições que podemos aprender com Yoda e cia.

Não pense, porém, que elas são apenas fruto da imaginação de George Lucas. A saga foi baseada em diversas mitologias e filosofias tanto orientais quanto do ocidente. O famoso Joseph Campbell, autor de O Poder do Mito foi um entusiasta ativo e fez várias citações de Star Wars em sua famosa entrevista com Bill Moyers.

George Lucas utilizou o trabalho de Campbell, que abrangia diversos aspectos de culturas diferentes, como base em suas pesquisas para a série. Decidimos listar alguns ensinamentos interessantes que estão presentes nos filmes e também nos livros da franquia. Confira:

“O tamanho não importa. Olhe para mim, julga-me pelo meu tamanho? E não deve mesmo. Minha aliada é a Força, e poderosa aliada ela é. Ela é a energia que nos cerca e nos conecta. Seres luminosos nós somos, não essa matéria rude. Você precisa sentir a Força a sua volta; aqui, entre você, eu, a árvore, a pedra, todos lugares. Sim, até mesmo entre a terra e a nave.” — Mestre Yoda

“O tamanho não importa. Olhe para mim, julga-me pelo meu tamanho? E não deve mesmo. Minha aliada é a Força, e poderosa aliada ela é. Ela é a energia que nos cerca e nos conecta. Seres luminosos nós somos, não essa matéria rude. Você precisa sentir a Força a sua volta; aqui, entre você, eu, a árvore, a pedra, todos lugares. Sim, até mesmo entre a terra e a nave.” — Mestre Yoda

A Força foi descrita por Obi-Wan Kenobi como “um campo de energia criado por todos os seres vivos, ela nos envolve e penetra. É o que mantém a Galáxia unida.”

Yoda: “A Morte é uma parte natural da vida, feliz fique por aqueles que na Força se transformam. Apego leva ao ciumes, a sombra da ganância isso é.”
Anakin: “O que devo fazer, Mestre Yoda?”
Yoda: “Treine-se para largar, de tudo que tem medo de perder”

Alguns pensavam na Força como uma entidade sensível, dotada de pensamento inteligente — quase como se fosse um tipo de Deus — enquanto outros consideram-na algo que pode ser manipulado e usado simplesmente como se fosse uma ferramenta.

Embora fictícia, a Força contém muitas semelhanças com princípios filosóficos e religiosos existentes. Muitos relacionam aos conceitos de Qi (também “chi” ou “ki” na China e Japão), Prana (Índia), Mana (Polinésia) e outras tradições semelhantes que focalizam em torno da ideia de uma energia espiritual existente no Universo.

O CÓDIGO JEDI

A filosofia conhecida como o Código Jedi foi criada para manter os jovens estudantes alertas sobre o lado sombrio. No seu íntimo, o Código Jedi dá simples instruções para os seres em contato com a Força. Um Jedi nunca usa a Força para lucro ou ganho pessoal, mas para conhecimento e iluminação. Raiva, medo, agressão e outros sentimentos negativos levam ao Lado Negro, por isso os Jedi são ensinados a agir apenas quando estiverem em paz com a Força. Há outras versões do código, mas a mais refinada e conhecida é a seguinte:

“Não há emoção, há paz
Não há ignorância, há conhecimento
Não há paixão, há serenidade
Não há caos, há harmonia
Não há a morte, há a Força!”

Segundo essa filosofia, a Força conhece todas as coisas objetivamente; é serena e não é balançada por emoções. Assim, o Código Jedi ensina que antes de tomar qualquer decisão, o Jedi deve considerar a vontade da Força. Se um Jedi for capaz de agir sem emoção, sabiamente e serenamente, então ele estará agindo de acordo com essa vontade.

A DUALIDADE

“Não é simples o suficiente conhecer a Luz… Um Jedi deve sentir a tensão entre os dois lados da Força, em si mesmo e no Universo.” ― Mestre Jedi Thon

“Não é simples o suficiente conhecer a Luz… Um Jedi deve sentir a tensão entre os dois lados da Força, em si mesmo e no Universo.”
― Mestre Jedi Thon

Assim como algumas religiões e filosofias apresentam a dualidade através de conceitos como Sombra e Luz ou Yin e Yang. A série Star Wars também explora esses aspectos através dos lados opostos da Força.

O lado luminoso, também conhecido como Ashla, é o lado alinhado com a honestidade, compaixão, misericórdia, auto-sacrifício e outras emoções positivas. Já o lado sombrio, conhecido como Bogan, é associado a morte, destruição, frustração, inveja e outras emoções negativas.

No Episódio V: O Império Contra-Ataca, Luke Skywalker durante um treinamento com o Mestre Yoda, entra em uma caverna obscura onde explora e enfrenta o lado negro da Força, Luke duela e consegue degolar seu inimigo com o sabre de luz. Ao observar o rosto do oponente decapitado, fica atônito ao constatar que na verdade o oponente era ele mesmo. Luke Skywalker matou o seu próprio lado negro.

Do ponto de vista religioso, matar a nossa natureza “pecaminosa” é algo ótimo, Luke teria agido corretamente. Mas, para surpresa de muitos, essa atitude foi reprovada pelo Mestre Yoda, que preferiria que seu pupilo tivesse aprendido a conviver com a sua dualidade, ao invés de destruir qualquer um dos lados. Yoda sugeriu o caminho do meio, da mesma maneira que ensina o Budismo e outras doutrinas orientais.

Luke Skywalker: “Como vou diferenciar o bem do mal?”
Mestre Yoda: “Você saberá, quando estiver calmo. Com a mente calma.”

No vídeo abaixo, o Mestre Yoda enfrenta a própria sombra e percebe que a única forma de vencer a batalha é aceitando-a e reintegrando-a em sua consciência:

Via: http://despertarcoletivo.com/

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