Manifestantes protestam e bloqueiam as três saídas da Assembleia da República dificultando ou impedindo a saída de funcionários e deputados do Parlamento

Os manifestantes que se concentram em frente à Assembleia da República derrubaram as barreiras de proteção e lançaram pedras, garrafas e outros objetos contra os agentes de autoridade.

De seguida os agentes da PSP deslocados para o local alargaram o perímetro de segurança.

Os ânimos aqueceram em frente ao Parlamento no final de uma tarde de manifestações várias contra o Governo e a aprovação do Orçamento do Estado.

A polícia reforçou o número de elementos do Corpo de Intervenção junto à escadaria da Assembleia da República, tendo ainda deslocado para o local elemento das equipas cinotécnicas formadas por agentes acompanhados por cães.

Várias centenas de pessoas permanecem frente à Assembleia da República em protesto contra o Orçamento de Estado aprovado na generalidade, depois da saída de milhares de manifestantes convocados pela CGTP.

Alguns manifestantes, com cara tapada, uns com máscaras, outros com capuz e lenços na cara, gritam «demissão, demissão».

Entre as palavras de ordem gritadas estão «gatunos, gatunos», tendo ainda já sido lançados alguns petardos.

Entre os manifestantes que continuam no local, desde o início da tarde, está um grupo de estivadores.

Há também um grupo de populares que apela à calma, com um cartaz que diz «violência gera violência». Parecem duas manifestações dentro da manifestação.

Uma «vigília de protesto», prevista para se prolongar noite dentro, visa denunciar a austeridade que está a ser imposta aos portugueses e exigir a demissão de «um Governo que está ao mando da troika», como afirmam os vários grupos e movimentos que aderiram ao apelo «Que se lixe a Troika! Este Orçamento não passará», escreve a Lusa.

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