Gerardo Gatti

Gerardo Gatti

Gerardo Gatti

Gerardo Gatti foi um líder sindical uruguaio conhecido. Ele era casado e tinha três filhos, Daniel, Gabriel e Adriana. Adriana, foi posteriormente detido-desaparecido. A família se mudou para a Argentina em 1973.

Gerardo foi um dos fundadores da CNT e fez parte do seu primeiro secretário, era um líder da Resistência Trabalhador (ROE), anarquista Uruguyaya Federação (FAU) e do Partido da Vitória do Povo.

Gerardo é sequestrado por argentinos e uruguaios forças militares em uma operação realizada em Belgrano casa bairro. Ele foi levado para Orletti Automotive CCD, que foi visto por vários sobreviventes. Lá, ele tirou uma foto para mostrar que ele estava vivo, três de seus torturadores, funcionários uruguaios Nino Gavazzo maior, o capitão Manuel Cordero e Aníbal Gordon, propôs pedindo US $ 2 milhões para a sua libertação. Para fazer essa extorsão sequestrado várias vezes a Washington Perez, Gatti companheiro, que queria agir como intermediário. Extorsão Gatti não funcionou e supostamente morreu em Orletti resultado de tortura.

Gerardo Gatti, militante desaparecido da Federação Anarquista Uruguaia (FAU), sobre a atualidade do socialismo libertário.

Acreditamos ser fundamental, desde já, a afirmação categórica e sem dogmatismos, ampla e sem malabarismos oportunistas, de uma clara ideologia, de uma ideologia socialista e libertária. Que incorpore com audácia os ensinamentos da contribuição de cada feito popular; que se manifeste em programas, métodos e plataforma, em função das condições do local e do tempo em que devemos agir; aqui e agora.

Reafirmamos tudo aquilo que é válido e vigente do pensamento socialista e libertário, e da ação do anarquismo revolucionário. A ação direta popular como método para o combate anticapitalista e a construção socialista. O protagonismo dos homens e dos povos como fator da história (…), a concepção do socialismo e da liberdade como duas fases inseparáveis de um único processo de libertação humana.

(…) A experiência histórica dos últimos tempos dá razão aos questionamentos anarquistas que, desde o século passado, alertam (…) que a liberdade não é um mero subproduto da abundância material, nem um prescindível preconceito burguês, que o problema do poder é um problema real e não uma preocupação de utopistas, que a vasta experiência revolucionária acumulada não pode ser jogada fora. Essa experiência deve ser assimilada com um sentido criador.

Um movimento político não pode ser uma seita dedicada à guarda de livros santos onde estão contidas todas as verdades possíveis, ditas de uma só vez e para sempre. A experiência prática, a história, não se compadece quase nunca com os textos sagrados.

(…) Não se trata agora, portanto, de trocar um rótulo por outro. Nem de tirar uma ideologia, como um mágico que tira um coelho da cartola vazia. As ideologias não surgem de genialidades. Elas se dão em um processo, amadurecem na história e no tempo, são repensadas, são adequadas às novas realidades (…).

Sim, desenvolvimento criador do muito que está vigente na ampla bagagem do socialismo, de tudo aquilo que é útil no sentido socialista e libertário, sem o sectarismo rotineiro que nos cega.

Sim, estudo e compreensão da realidade atual, mundial, latino-americana, nacional, sobretudo. Para, no meio da luta, fecundar os esquemas doutrinários. Para adequá-los, para que sirvam na ação (…).

O estudo desta realidade propõe a vigência do federalismo como tendência progressiva da organização econômica e política socialista. Para garantir uma participação que seja o mais ampla possível, desde o início, e cada vez mais ampla do povo na organização e na gestão da vida econômica.

Para garantir a mesma participação na direção política local, regional e nacional. Para que a velha promessa igualitária da democracia deixe de ser uma paródia, um mero slogan manchado pela demagogia mistificadora daqueles que, em nome da democracia, exercem a exploração e a tirania.

Reafirmamos nesse repensar o sentido humanista, a reivindicação e o exercício pleno da liberdade que significa o autêntico socialismo.

A experiência histórica acumulou materiais que permitem uma elaboração mais real e atual dos problemas da Revolução Socialista, elaboração imprescindível para superar os erros e lacunas de certos esquemas doutrinários que expõem a atividade revolucionária à esterilidade asséptica ou ao fracasso.

Artigo retirado da publicação Em La Calle (OSL Argentina).

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