Fukushima e o Biocídio

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Um grande plano de censura global está em andamento. Diversas formas de manipulação e censura são uma vez mais empregadas nas massas pelas mídias corporativas ao redor do globo. Aliada a falta de conhecimento da mídia independente e dos jornalistas populares, esta manipulação tem resultado no ocultamento sistemático de informações vitais sobre uma catástrofe global que provavelmente mudará a face da terra. Dados importantes estão sendo escondidos submersos em uma maré de informações irrelevantes. O objetivo destes meios é manter bilhões de pessoas atingidas desinformadas e apaziguadas, distraídas com suas vidas cotidianas o máximo de tempo possível, evitando assim que tomem consciência de causas e consequências, que se mobilizem em revoltas.
Num arquipélago historicamente assolado por tsunamis e terremotos, por décadas cientistas e políticos japoneses construíram grandes usinas nucleares que se revelaram superbombas atômicas relógios. Estas construções só foram possíveis graças a colaboração de milhões de contribuintes alienados e desinformados, bombardeados constantemente com propagandas promovendo mito de energia nuclear enquanto energia “barata” e “limpa”, junto com outros tantos mitos a cerca das benesses futuras da tecnofilia capitalista.
Há dois anos quatro destas super usinas foram seriamente danificadas por um grande terremoto seguido de um tsunami. Desde então a tecnocracia japonesa vem evitado e encobrindo uma infinidade de consequências terríveis, entre elas a eminencia de uma super explosão. Tendo como única saída resfriar os enormes reatores derretidos com água do mar a TEPCO – Tokio Eletric Power Company – teve que construir as pressas centenas de grandes reservatórios para conter os milhares de litros de água radioativa resultante desse processo. De nada adiantou, muitos destes reservatórios e as piscinas dos reatores elas próprias vazaram. Todos os dias durante dois anos, mais de trezentas toneladas de água contaminada com elementos altamente radioativos foram irresponsavelmente lançadas no Oceano Pacífico.
A decisão desastrosa resultou em centenas de milhares de animais marinhos mortos. Seus corpos tem aparecido nas costas banhadas pelo oceano pacífico dos países dos continentes americanos. Os restos de milhares de tartarugas marinhas acabaram nas areias das praias da América central. Enormes cardumes de peixes, baleias, golfinhos e tubarões mortos surgiram no litoral da América do Norte, e os animais do circulo polar ártico, focas e ursos polares, vem desenvolvendo índices alarmantes de câncer.
O oceano pacífico está agonizando, morrendo. Especialistas afirmam que em 6 anos, não haverá mais vida neste oceano. Um navegador australiano chamado Ivan Macfadyen realizou inúmeras viagens do Japão à América do Norte. Em sua última viagem, neste ano de 2013, Ivan não encontrou vida marinha por milhares de milhas, apenas uma baleia morrendo com um tumor gigantesco na cabeça. A contaminação do Oceano Atlântico faz parte da previsão dos especialistas estadunidenses: alguns deles estão retirando seus familiares de cidades costeiras como Boston e Nova York.
Os oceanos trocam grandes quantidades de água quente e fria através de uma série de correntes marítimas. Este fenômeno natural é conhecido pelo nome de Circulação Termoalina, um circuito pelo qual a água do mar, movida pelos ventos e mudanças na temperatura, dá voltas no globo contornando os continentes. É só uma questão de tempo até todos os oceanos sejam afetados pela radiação.
A evaporação não torna a água livre de radiação. Também chuva radioativa tem caído sobre os continentes americanos desde 2012. Existem pontos quentes (zonas de alta radiação) causados pela chuva em boa parte do hemisfério norte, e mesmo cidades no sul do Brasil tem registrado chuvas radiotivas contendo iodo 131 e outras substancias altamente radioativas. Na América do Sul os aparelhos de medição ainda são escassos.
É importante que compreender o tamanho desta ameaça. Segundo Helen Caldicott, médica australiana especialista em radiação, basta que se distribua igualmente 453 gramas de plutônio pelo globo para causar câncer em toda a população do planeta Terra. Cada reator possui 250 quilos em barras de plutônio.
Com a promessa de energia infinita os estados nacionais e empresas capitalistas nos lançaram a todos, na via sem volta das tecnologias genocidas criando máquinas que podem potencialmente nos arrastar para a extinção, através de uma hecatombe nuclear com um sem número de doenças terríveis, inúmeras formas de câncer, lentas ou fulminantes.
Logo após o “acidente” nuclear em Fukushima, junto a Casa Branca teve início uma obra descomunal de engenharia subterrânea. A ampliação dos sistemas de tuneis e abrigos subterrâneos interligados através de linhas de metro teve início. Esta é uma evidencia forte de que informações fiáveis sobre Fukushima estão circulando entre as elites globais. Grandes políticos, empresários corporativos e militares de alta patente dos chamados países desenvolvidos estão tomando providencias, criando infraestrutura para garantir a sobrevivência dos seus círculos de relação.
Não é preciso acreditar em teorias de conspiração e planos de depopulação global, as elites estão preparadas para vencer a luta de classes graças a seu “acidental” assassino silencioso. Importante lembrar que radiação não possui cheiro, cor ou gosto, e uma parcela ínfima da população possui equipamentos para detectá-la. A cada dia que passa aumenta a porcentagem da população global atingida pela contaminação. Por quase todo planeta, a longo prazo, a água, fonte da vida, está para se tornar hostil a nossa existência.
99% dos seres vivos foram empurrados para uma derrocada de doença, guerra, fome e morte pelas elites políticas e econômicas do capitalismo globalizado. Fabricada pela ganancia de capitalistas em conluio com corrupção de estadistas, acobertada pelos meios de mídia corporativos, esta hecatombe silenciosa e biocida está em rumo.
O caos em que estamos sendo lançados é resultante da aliança de elites políticas e econômicas do sistema capitalista. Ele nos lembra que os estados e impérios descendem das máfias, são essencialmente corruptos e corruptores em potencial. Nao só a energia nuclear deve ser abolida mas também os estados e o capital global.
Diante de uma tragédia dessa proporção é preciso lembrar a lúcida análise de Edward Abbey: “Anarquismo não é uma fábula romântica mas a realização consciente, baseada em cinco mil anos de experiência, de que não podemos confiar o gerenciamento de nossas vidas à reis, padres, políticos, generais e executivos”.
Esta tragédia é um chamado para a revolta e organização em nome da sobrevivência. Se não for tarde demais, se ainda existir alguma saída para o pesadelo nuclear, ela dependerá de nossa capacidade de articulação para ação. É necessário que nos informemos sobre a radiação, as formas de detectá-la e evitá-la. Também é vital que nos mobilizemos para impedir a construção de novas usinas nucleares, lutemos de todas as formas pelo fechamento das milhares de usinas nucleares, onde quer que elas se encontrem.

Informações sobre Fukushima

Grande parte da informação atualizada sobre Fukushima e suas consequências encontra-se em inglês e japonês. Um esforço de tradução independente para outros idiomas é mais que necessário para romper com o bloqueio midiático global sobre este desastre sem precedentes. Desista de buscar informações sobre Fukushima nas mídias corporativas e nos canais oficiais dos governos. Abaixo seguem ligações para algumas fontes fiáveis de informação.

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