Ativistas são detidas em Moscou ao tentar homenagear grupo Pussy Riot com “Tulipas”

Duas professoras depositavam tulipas em homenagem às ativistas presas, quando foram abordadas por policiais

Duas mulheres encapuzadas foram presas nesta quinta-feira (21/02) em frente à Catedral de Cristo Salvador de Moscou, mesmo local onde há um ano o grupo punk Pussy Riot realizou um manifesto contra o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

A polícia informou que duas pessoas com capuzes estavam em frente à catedral, tentando organizar uma ação de protesto “não autorizada”.

Segundo o jornal Nóvaya Gazeta, as duas pessoas, detidas por “alterar a ordem pública”, são Yelena Vólkova e Irina Katsuba, duas conhecidas professoras universitárias e ativistas.

“Colocamos os capuzes e tentamos depositar flores no altar. Posteriormente, tiraram nossos capuzes de maneira muito agressiva e, quando lançamos as flores sobre a cerca do altar, uma mulher se aproximou e arremessou as mesmas de volta em nossos pés”, afirmou Yelena à publicação.

As duas detidas alegaram que estavam apenas depositando ramos de tulipas para celebrar a ação do grupo Pussy Riot, do qual duas integrantes continuam presas sob a pena de dois anos de prisão.

“Os policiais tentaram nos dar uma lição: O que vocês fazem aqui? E nós respondemos: celebrando o aniversário de um acontecimento que mudou a vida de nosso país”, acrescentaram as ativistas.

“Isto não mudou em nada a vida do país. Essa mudança ocorreu apenas em suas cabeças. Mas, isto nós curamos no Instituto Serbski”, responderam os policiais, em alusão a um conhecido hospital psiquiátrico de Moscou.

Segundo a imprensa local, após o incidente registrado, a Polícia isolou o principal templo ortodoxo do país para evitar novas ações em homenagem ao grupo punk Pussy Riot.

Fonte: http://operamundi.uol.com.br

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