15/08/2012 – 10º dia de julgamento do mensalão

Começa na tarde desta quarta-feira o 10º dia de julgamento do mensalão. Hoje é o último dia destinado a apresentação das defesas, onde os advogados de três réus farão a sustentação oral. Cada um tem até uma hora para falar.

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O julgamento será retomado com as considerações de José Luiz Alves, que era chefe de gabinete do Ministério dos Transportes entre 2003 e 2004. Ele é acusado do crime de lavagem de dinheiro por ter sacado quantias no Banco Rural em nome do então ministro Anderson Adauto.

Os últimos réus defendidos na tribuna serão o publicitário Duda Mendonça e a sócia dele Zilmar Fernandes Silveira, que atuaram na campanha de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente da República em 2002. Ambos são acusados dos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por terem recebido dívidas da campanha por meio do esquema ilícito montado por Marcos Valério.

Cronologia

No primeiro dia do julgamento os ministros analisaram uma questão de ordem trazida por três advogados. Eles questionavam o fato de todos os réus estarem sendo julgados pelo STF quando apenas três deles possuem foro privilegiado – os deputados federais Pedro Henry (PP-MT), João Paulo Cunha (PT-SP) e Valdemar Costa Neto (PR-SP). Nove dos 11 ministros presentes no julgamento votaram contra o desmembramento do processo.

Por causa da análise da questão de ordem, o julgamento ficou um dia atrasado e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que faria a acusação no primeiro dia do julgamento, precisou fazer no segundo. Gurgel pediu a condenação de 36 dos 38 réus do mensalão.

No terceiro dia do julgamento foram feitas as defesas de José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares, Marcos Valério e Ramon Hollerbach.

Arnaldo Malheiros Filho, que defende Delúbio, e Marcelo Leonardo, defensor de Marcos Valério, admitiram a existência de caixa dois para beneficiar a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, pelo PT.

No quarto dia de trabalho dos ministros, foram ouvidas as defesas de Cristiano Mello Paz, empresário e sócio de Marcos Valério de Souza, Rogério Lanza Tolentino, advogado ligado a Marcos Valério, Simone Reis Lobo de Vasconcelos, ex-diretora financeira da empresa de publicidade SMPB, Geiza Dias dos Santos, ex-gerente financeira da SMPB, e Kátia Rabello, ex-presidente do Banco Rural.

No quinto dia do julgamento os advogados dos três ex-diretores do Banco Rural: José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório fizeram a sustentação oral. Em seguida foram ouvidos os advogados do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) e do ex ministro de Comunicação Luiz Gushiken.

No sexto dia foram ouvidos os advogados de Enivaldo Quadrado, sócio da corretora Bônus Banval, do ex-assessor do PP João Cláudio Genu, do deputado federal Pedro Henry (PP/MT), do ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE) e de Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil.

Durante o sétimo dia os advogados dos dois últimos réus ligados ao PP: Breno Fischberg, sócio-proprietário da corretora Bônus-Banval, e Carlos Alberto Quaglia, dono da empresa Natimar fizeram a sustentação oral. Além deles, foram defendidos Valdemar Costa Neto, um dos personagens de destaque do julgamento, Jacinto Lamas, tesoureiro do PL e assessor de Valdemar na época do mensalão, e seu irmão, Antonio Lamas, ex-assessor da liderança do extinto PL na Câmara.

No oitavo dia de trabalho dos ministros, foram defendidos Carlos Alberto Rodrigues Pinto, também conhecido como Bispo Rodrigues, Roberto Jefferson, denunciador do mensalão em 2006, Emerson Palmieri, tesoureiro informal do PTB, Romeu Queiroz , e José Borba, os dois também ex-deputados.

O primeiro a ser defendido durante o nono dia foi Paulo Roberto da Rocha, ex-deputado do Pará e depois Anita Leocádia, sua assessora na época. Em seguida, foram defendidos o ex-deputado Luiz Carlos da Silva, conhecido como Professor Luizinho e João Magno. Os quatro são acusados por lavagem de dinheiro. Por último, o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto Pereira, foi defendido por seu advogado. Ele responde, além da lavagem de dinheiro, por corrupção ativa.

Hoje é o último dia de apresentação das defesas. Depois desta etapa os 11 ministros da Suprema Corte apresentarão as defesas.

A ideia é manter a agenda para garantir que todos os 11 ministros participem do julgamento, mas o cronograma não deve ser seguido. O primeiro a apresentar o voto será o relator do processo, o ministro Joaquim Barbosa, que adiantou que seu voto tem mais de mil páginas.

O esforço é para que a etapa de votação dos ministros – quando cada um apresenta seu voto e argumentos – comece logo em seguida e assegure a participação de Cezar Peluso. O ministro se aposenta compulsoriamente aos 70 anos em setembro.

Fonte: Band.Notícia

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